Proteínas e aminoácidos, suas funções, propriedades e onde os podemos encontrar. Descrição das proteínas dos alimentos e dos benefícios de cada uma, informando quais as consequências do excesso ou défice de determinada proteína ou aminoácido.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Estrutura das proteínas

Podemos descrever a estrutura da proteína em quatro níveis:
  • Estrutura primária – seqüência dos aminoácidos na cadeia polipeptídica.
  • Estrutura secundária – refere-se à configuração espacial da cadeia polipeptídica, como ela se enrola ou forma camadas. A estrutura mais comum em proteínas animais é a hélice-α, uma forma helicoidal. Uma estrutura secundária alternativa é a folha pregueada β. Muitas proteínas consistem de regiões de α-hélices e folhas pregueadas β alternadas.
  • Estrutura terciária – especifica a forma na qual a α-hélice, a folha pregueada β e outras regiões estão dobradas.
  • Estrutura quaternária – associação entre proteínas individuais para formar um arranjo específico.
A perda das estruturas secundária e terciária da proteína ou rompimento de ligações peptídicas é denominada desnaturação da proteína. São fatores que provocam a desnaturação: calor, radiações eletromagnéticas de certos comprimentos de onda (como as emitidas em um microondas ou os raios ultravioletas do Sol), ácidos e bases, solventes orgânicos, íons de metais pesados.
É comum o regurgitar de um bebê. O cheiro azedo é característico da acidez do suco gástrico que se encontra no estômago e o coágulo que ele regurgita é a proteína presente no leite. Essa proteína coagula ao entrar em contato com o ácido, perdendo suas estruturas secundária e terciária as quais são mantidas pelas pontes de hidrogênio.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Barras de proteína - Suplementos

Barras de protéina são a versão compacta do whey, pronta para o consumo. Cada barrinha concentra entre 15 e 30 gramas de proteína. Algumas incluem carboidrato, vitaminas e minerais. As barras menores, com cerca de 150 calorias, são uma boa opção de lanche rápido depois do exercício. O excesso desse suplemento, no entanto, pode provocar os mesmos problemas que o whey: rins sobrecarregados e peso extra.

Nota: adquira um suplemento apenas quando recomendado por um médico ou nutricionista. Apesar de não ser um medicamento, consumir esse tipo de produto sem necessidade ou em excesso pode acarretar prejuízo a sua saúde.

Whey protein, suplemento à base de proteína do soro do leite

Whey protein é um dos suplementos mais vendidos tanto para mulheres quanto para homens. À base de proteína do soro do leite, auxilia na construção da massa muscular e é presença certa na mochila de malhadoras que buscam um corpo mais definido. Uma medida tem entre 20 e 30 gramas de proteína, o equivalente a um queijo de minas de 250 gramas, só que livre de gordura. Quem malha pesado – faz um treino consistente de musculação por uma hora, por exemplo – pode consumir duas medidas do produto. Nunca mais do que isso. Consumido em excesso, o whey sobrecarrega os rins, pois precisam trabalhar dobrado para eliminar as substâncias tóxicas (amônia e uréia) produzidas pelo organismo. A recomendação diária de proteína varia entre 1,5 grama e 2 gramas por quilo corporal. Ou seja, uma mulher de 60 quilos precisa até 120 gramas. E essa medida pode ser facilmente atingida com o consumo de ovo, carne magra, queijo e leite desnatado e grãos (soja, quinua, grão-de-bico). Outro motivo para não exagerar no whey: o montante de proteína que não é utilizado para a produção dos músculos vira gordura.

Nota: adquira um suplemento apenas quando recomendado por um médico ou nutricionista. Apesar de não ser um medicamento, consumir esse tipo de produto sem necessidade ou em excesso pode acarretar prejuízo a sua saúde.

Proteínas Contráteis ou de movimento

As Proteínas Contráteis ou de movimento são  responsáveis pela função de contração de algumas células. São elas, também, as responsáveis pela mudança de forma e movimento de algumas células. Exemplos deste tipo de proteína são a actina e a miosina, que estão presentes no sistema contrátil de músculos esqueléticos.

Proteínas estruturais

Proteínas estruturais são as proteínas que servem como filamentos de suporte, cabos ou lâminas para fornecer proteção ou resistência à estruturas biológicas.
Um exemplo muito comum deste tipo de proteína é o colágeno, altamente encontrado em cartilagem e tendões, sendo bastante resistente à tensão. Unhas e cabelos são formados, basicamente, por queratina, um outro tipo de proteína estrutural.

Proteínas de defesa

Um grande número de proteínas defendem o organismo contra a invasão de outras espécies ou o protege nos ferimentos. As imunoglobulinas ou anticorpos – proteínas especializadas sintetizadas pelos linfócitos – podem  reconhecer e precipitar, ou neutralizar, invasores como bactérias, vírus ou proteínas estranhas oriundas de outras espécies. O fibrinogênio e a trombina são proteínas que participam da coagulação sangüínea que previnem a perda de sangue quando o sistema vascular é lesado. Algumas destas proteínas, incluindo o fibrinogênio e a trombina, também são enzimas.

Proteínas transportadoras

Proteínas transportadoras são proteínas que se ligam a íons ou a moléculas específicas, as quais são transportadas de um órgão para outro.
Transportam hormônios, vitaminas, metais, drogas e oxigênio (hemoglobina); solubilizam os lipídios (apoproteínas). Muitas proteínas estão presentes nas membranas plasmáticas e nas membranas intracelulares de todos os organismos; elas transportam, por exemplo, a glicose, aminoácidos e outras substâncias através dessas membranas.

Enzimas - Proteína

As enzimas são proteínas com propriedades catalisadoras sobre as reações que ocorremnos sistemas biológicos. Elas tem um elevado grau de especificidade sobre seus substratos acelerando reações específicas sem serem alteradas ou consumidas durante o processo. O estudo das enzimas tem imensa importância clínica. Em algumas doenças as atividades de certas enzimas são medidas, principalmente, no plasma sangüíneo, eritrócitos ou tecidos. Todas as enzimas presentes no corpo humano s ão sintetizadas intracelularmente.
Três casos se destacam:
Enzimas plasma-específicas: Enzimas ativas no plasma utilizadas no mecanismo de coagulação sangüínea e fibrinólise. Ex.: pró-coagulantes, trombina, fator XII, fator X e outros.
Enzimas secretadas: São secretadas geralmente na forma inativa e após ativação atuam em locais extracelulares. Os exemplos mais óbvios são as proteases ou hidrolases produzidas no sistema digestório. Ex.: lipase, a-amilase, tripsin ogênio, fosfatase ácida prostática e antígeno prostático específico. Muitas são encontradas no sangue.
Enzimas celulares: Normalmente apresentam baixos teores séricos, mas os níveis aumentam quando são liberadas a partir de tecidos lesados por alguma doença. Isto permite inferir a localização e a natureza das variações patológicas emalguns órgãos, tais como: fígado, pâncreas e mi ocárdio.
A elevação da atividade sérica depende do conteúdo de enzima do tecido envolvido, da extensão e do tipo de necrose. São exemplos de e nzimas celulares as transaminases, lactato desidrogenases etc.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alimentos ricos em proteínas

Segundo a  última revisão da RDA (Recommended Dietary Allowances), a necessidade diária recomendada  da ingestão de proteínas para os indivíduos é de 0,8g/kg de peso corporal/dia. Com essa ingestão, a maioria dos indivíduos normais estaria excluído de apresentar qualquer tipo de deficiência de proteínas, desde que seguindo uma dieta balanceada. Porém, essa revisão feita em 1989, negligenciou, incidentalmente, a maior necessidade de proteínas apresentada por atletas. Talvez isso tenha ocorrido, em parte, devido à inabilidade dos pesquisadores em controlar as variáveis que influenciam o maior requerimento de proteínas como o tipo de exercício, a freqüência semanal, a duração e intensidade do esforço, assim como o tipo, a quantidade e o tempo de ingestão dos nutrientes (principalmente proteínas e carboidratos).

Listagem dos alimentos mais ricos em proteinas:

leite de vaca desnatado 1 copo (250 ml) 9 gramas
leite em pó desnatado 3 colheres de sopa (45g) 13 gramas
iogurte polpa de fruta light 1 copo (250 ml) 9 gramas
queijo minas/ricota 1 fatia (24g) 7 gramas
queijo mussarela 1 fatia (14g) 4 gramas
queijo prato 1 fatia (17g) 4 gramas
requeijão light 1 colher de sopa (20g) 7 gramas
chester 1 fatia (20g) 3 gramas
presunto magro 1 fatia (20g) 4 gramas
soja 1 colher sopa cheia (25g) 3 gramas
feijão 1 colher sopa cheia (25g) 6 gramas
lentilha 1 colher de sopa cheia (20g) 3 gramas
ervilha 1 colher de sopa cheia (18g) 4 gramas
ovo cozido 1 unidade (60g) 7 gramas
salsicha 1 unidade (35g) 6 gramas
sardinha light 1 colher sopa (20g) 4 gramas
atum light 1 colher de sopa (20g) 5 gramas
carne bovina 1 bife (80g) 20 gramas
frango Porção (80g) 15 gramas
peixe 1 filé (60g) 11 gramas
fígado 1 bife (50g) 10 gramas

Função das proteínas

As funções biológicas atribuídas às proteínas são variadas e importantes. Atuam como:
  • Enzimas: São proteínas altamente especializadas com atividade catalítica; praticamente todas as reações químicas celulares onde participam biomoléculas orgânicas são catalisadas por enzimas.
    Existem milhares de enzimas, cada uma capaz de catalisar um tipo de reação química diferente.
  • Proteínas transportadoras: São proteínas que se ligam a íons ou a moléculas específicas, as quais são transportadas de um órgão para outro.
    Transportam hormônios, v itaminas, metais, drogas e oxigênio (hemoglobina); solubilizam os lipídios (apoproteínas). Muitas proteínas estão presentes nas membranas plasmáticas e nas membranas intracelulares de todos os organismos; elas transportam, por exemplo, a glicose, aminoácidos e outras substâncias através dessas membranas.
  • Proteínas de armazenamento: Atuam no a rmazenamento de certas substâncias, ex.: ferritina, que armazena átomos de ferro.
  • Proteínas contráteis ou de motilidade: Proteínas que modificam sua forma ou contraem-se, ex.: actina e miosina.
  • Proteínas estruturais: São proteínas que servem como filamentos de suporte, cabos ou lâminas para fornecer proteção ou resistência à estruturas biológicas, ex.: queratinas, colágeno e elastina.
  • Proteínas de defesa: Um grande número de proteínas defendem o organismo contra a invasão de outras espécies ou o protege nos ferimentos. As imunoglobulinas ou anticorpos – proteínas especializadas sintetizadas pelos linfócitos – podem reconhecer e precipitar, ou neutralizar, invasores como bactérias, vírus ou proteínas estranhas oriundas de outras espécies. O fibrinogênio e a trombina são proteínas que participam da coagulação sangüínea que previnem a perda de sangue quando o sistema vascular é lesado. Algumas destas proteínas, incluindo o fibrinogênio e a trombina, também são enzimas.
  • Proteínas reguladoras: Várias proteínas atuam na regulação da atividade celular ou fisiológica, ex.: hormônios e proteína G.
  • Outras proteínas: Existem numerosas proteínas com funções ditas exóticas ou de difícil classificação.
São milhares as funções das proteínas. Além das resumidas acima citam-se algumas de grande importância clínica: manutenção da distribuição de água entre o compartimento intersticial e o sistema vascular do organismo; participação da homeostase e coagulação sangüínea; nutrição de tecidos; formam tampões para a manutenção do pH.

Clasificação das proteínas

As proteínas são formadas através de ligações peptídicas entre os diversos tipos de aminoácidos e podemos classificá-las em duas grandes categorias:
  • Proteínas globulares: são proteínas em que as cadeias de aminoácidos se voltam sobre elas mesmas, formando um conjunto compacto que tem forma esferóide ou elipsóide, em que os três eixos da molécula tendem a ser de tamanhos similares. Em geral, são proteínas de grande atividade funcional, como por exemplo, as enzimas, os anticorpos, os hormônios, a hemoglobina; são solúveis em meios aquosos.
  • Proteínas fibrosas: são proteínas em que as cadeias de aminoácidos se ordenam de maneira paralela, formando fibras ou lâminas estendidas, nas quais o eixo longitudinal predomina sobre os transversais. Em geral, são pouco solúveis em água e participam na formação de estruturas de sustentação, como as fibras do tecido conjuntivo e outras formações de tecidos de grande resistência mecânica.

O que são proteínas

Em animais superiores, as proteínas são os compostos orgânicos mais abundantes, representam cerca de 50 % do peso seco dos tecidos. Do ponto de vista funcional, seu papel é fundamental, não existindo processo biológico que não dependa da presença ou da atividade deste tipo de biomolécula. As proteínas desempenham inúmeras funções distintas, como por exemplo: enzimas, hormônios, proteínas transportadoras, anticorpos e receptores de muitas células.
Todas as proteínas contêm carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio e muitas possuem enxofre. Há variações na composição de diferentes proteínas, porém a quantidade de nitrogênio, representa, em média, 16 % da massa total da molécula. Dessa forma pode-se calcular a quantidade aproximada de proteína em uma amostra medindo-se a quantidade de nitrogênio da mesma. As proteínas são moléculas poliméricas de grande tamanho, pertencendo à categoria das macromoléculas, constituídas por um grande número de unidades monoméricas estruturais – os aminoácidos – que formam grandes cadeias. Devido a esse grande tamanho, quando são dispersas em um solvente adequado, formam soluções coloidais, que possuem características especiais que as distinguem das soluções de moléculas pequenas. Por meio da hidrólise podemos clivá-las em seqüências menores de aminoácidos, pois centenas ou milhares de aminoácidos podem participar na formação de uma grande molécula polimérica de uma proteína.
Para os indivíduos sedentários recomenda-se o consumo diário de proteínas (RDA) entre 0,8 e 1,2g/kg de peso/dia. Tem sido constatada uma maior necessidade de ingestão para aqueles indivíduos praticantes de exercícios físicos, pois as proteínas contribuem para o fornecimento de energia em exercícios de endurance, sendo, ainda, necessárias na síntese protéica muscular no pós-exercício. Para atletas de endurance, as proteínas têm um papel auxiliar no fornecimento de energia para a atividade, calculando-se ser de 1,2 a 1,6g/kg de peso a necessidade diária.
Para os atletas de força, a proteína tem papel importante no fornecimento de “matéria-prima” para a síntese de tecido, sendo de 1,4 a 1,8g/kg de peso as necessidades diárias.
Índice dos artigos relativos a Proteínas e Aminoácidos