Proteínas e aminoácidos, suas funções, propriedades e onde os podemos encontrar. Descrição das proteínas dos alimentos e dos benefícios de cada uma, informando quais as consequências do excesso ou défice de determinada proteína ou aminoácido.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Metionina, aminoácido

A metionina é um aminoácido, constituinte de proteínas, cujos níveis são altos principalmente em alimentos de origem animal, como as carnes. Quando os níveis de metionina estão muito altos o corpo tenta se proteger transformando-a em outro aminoácido denominado homocisteína. O problema é que estudos prévios já haviam demonstrado que altos níveis de homocisteína aumentam o risco de doenças cardiovasculares e demência. Para testar a hipótese de que altos níveis de homocisteína afeta o funcionamento do sistema nervoso, camundongos de 15 meses (o equivalente aos 70 anos de idade humanos) foram alimentados durante 7 meses com uma dieta rica em homocisteína. O grupo de ratos que consumiu a dieta rica em metionina, teve as concentrações de homocisteína muito aumentadas. Além disso houve uma deposição 40% maior de placa amilóide no cérebro, uma medida para o grau no qual a doença de Alzheimer evoluiu. Os pesquisadores também observaram uma menor capacidade de aprendizado e de ganho de novas habilidades nos camundongos com dietas ricas em metionina. 
É importante salientar que a metionina é um aminoácido essencial ao organismo e que retirá-la da dieta não irá prevenir a doença, porém o consumo exagerado de carnes poderá acelerar o processo de envelhecimento do sistema nervoso. Por isto, não abuse, a dieta equilibrada é a chave para a prevenção desta e de muitas outras condições associadas com a idade.

O que é histidina e onde encontrar

A Histidina é considerada um aminoácido semi-essencial, porque os adultos em geral produzem doses adequadas deste, excepto em períodos de crescimento. A Histidina é um precursor de histamina, um composto libertado pelo sistema imunitário durante uma reacção alérgica.
A histidina pode ser encontrada  na carne vermelha e branca e peixe.
A histimina pode ajudar em casos de Artrite Reumatóide.
De acordo com as pesquisas já efectuadas, as pessoas com artrite reumatóide têm a histidina com níveis baixos. Tomar este aminoácido pode melhorar os sintomas de alguns indivíduos com artrite.
A maioria das pessoas tomam 1000 mg de histidina 2 a 3 vezes ao dia, em comprimidos ou cápsulas.
Não existem efeitos secundários à histidina conhecidos.

Arginina, Aminoácido

A L-Arginina é o aminoácido precursor do óxido nítrico (NO), da uréia, da ornitina e da agmatina, sendo necessária para que o organismo humano faça a síntese de creatina, e pode ser usada para a síntese de poliaminas, citrulina e glutamato.
Existe a especulação, ainda sem a devida comprovação científica, que a suplementação alimentar com o aminoácido L-Arginina estimula a liberação de GH (hormônio do crescimento), o que a torna atraente para os atletas interessados em hipertrofia (aumento de massa muscular).
A arginina é um dos aminoácidos essenciais que compõem as proteínas do corpo, desempenhando papel importante na divisão celular, no processo de cicatrização de ferimentos, na remoção de amônia do corpo, no sistema imunológico e na produção de hormônios.
Por se tratar de um precursor do óxido nítrico (NO) a arginina é capaz de melhorar a vasodilatação em algumas condições de exercício, aumentando o fornecimento de nutrientes e oxigênio aos músculos que estão sendo solicitados durante o treinamento físico.
Portanto os adeptos de esportes intensos como musculação, fisiculturismo, natação, ciclismo, atletismo e outros mais podem se beneficiar com a ingestão de um suplemento alimentar com L-Arginina, melhorando a performance e o ganho de massa muscular.

O que é a Lisina e onde encontrar

A Lisina é um aminoácido essencial, ou seja, o seu corpo não pode sintetizá-la e você precisa obtê-la em sua dieta. Como outros aminoácidos, a lisina é utilizada na fabricação de proteínas e é vital para o crescimento e manutenção dos músculos e órgãos. Além disso, o aminoácido desempenha um papel importante na absorção de cálcio e formação de colágeno. Conheça as principais fontes de lisina.
CARNE
A carne é uma excelente fonte de todos os aminoácidos essenciais, incluindo Lisina, além de ser uma fonte de carnitina, um derivado de lisina. Incluir carne em sua dieta irá ajudá-lo a obter as vitaminas e minerais necessários à sua formação. Para limitar a ingestão de gordura saturada, escolha cortes magros e evite frituras. Cozinhar, grelhar e assar são alternativas mais saudáveis.
LEITE
O leite e seus derivados são outras boas fontes de lisina. Assim como a carne, o leite contém todos os aminoácidos essenciais, além de ser uma ótima fonte de cálcio e riboflavina. O cálcio ajuda a construir ossos fortes, enquanto a riboflavina é importante para transformar os alimentos em energia. Procure escolher sempre alimentos com baixo teor calórico.
PRODUTOS DE SOJA
Produtos de soja são ótimos para vegetarianos, pois é bem difícil encontrar quantidades significativas de lisina em grãos e vegetais. Porém, existem alimentos de soja que contêm boas quantidades do nutriente. Alguns exemplos são o leite de soja, a farinha de soja e tofu. Estes produtos são normalmente fortificados com cálcio, que é benéfico para os que não consomem laticínios.

Treonina - Aminoácido

A treonina é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. A treonina possui dois centros assimétricos, nos carbonos 2 e 3 . A configuração do carbono 2 é S e do carbono 3 é R.
Este é o mais abundante aminoácido essencial à proteína imunoglobulínica. Experimentalmente, demonstrou-se em suínos em crescimento e em marrãs gestantes, que a dieta deficiente de treonina leva a uma baixa concentração plasmática de IgG.
Existem evidências experimentais que a treonina está relacionada também à manutenção da imunidade específica da parede intestinal.
A treonina é outro aminoácido contendo álcool que não pode ser produzido pelo organismo e precisa ser consumido na dieta. Este aminoácido desempenha um papel importante, junto com a glicina e a serina, no metabolismo de porfirina.
A treonina representa cerca de 4% dos aminoácidos das proteínas do nosso organismo. Os ovos são ricos são ricos em treonina.

Triptofano - Aminoácido

O triptofano é um dos aminoácidos codificados pelo código genético, sendo portanto um dos componentes das proteínas dos seres vivos. É um aminoácido aromático essencial para a nutrição humana. Ele é um dos vinte aminoácidos no código genético (códon UGG). Apenas o L-estereoisômero aparece na proteína mamália.
Estudos indicam também que o triptofano é a substância responsável pela promoção da sensação do bem-estar. O triptofano absorve luz ultravioleta.
O triptofano é um aminoácido essencial utilizado pelo cérebro, juntamente com a vitamina B3, a niacina (ou niacinamida) e o magnésio, para produzir a serotonina, um neurotransmissor importante no processo bioquímicos do sono e do humor.
É importante ressaltar que, embora o triptofano eleve os níveis de serotonina seu consumo na forma de lactíneos, peixe, carne etc não faz efeito significativo sobre a produção de serotonina no Sistema Nervoso Central. Isso ocorre pois o triptofano não é o único aminoacido presente nesses alimentos, assim, há uma "competição" com outros aminoácidos na absorção. Desse modo a maior parte do triptofano presente nos alimentos não é utilizada.
Alimentos como a banana possuem serotonina, mas esta não tem a capacidade de atravessar a Barreira hematoencefálica, portanto não tem ação sobre o humor e a depressão.

Fenilalanina, Aminoácido

A fenilalanina é um aminoácido de estrutura aromática, pertencente ao grupo dos nutricionalmente essenciais, portanto, não produzidos pelo organismo humano, devendo ser supridos pela alimentação. A maior parte da fenilalanina recebida destina-se aos processos de síntese de proteínas e produção de substâncias diversas, incluindo melanina e neurotransmissores. Certa porção alcança rotas de produção de energia, através do metabolismo intermediário.
O catabolismo da fenilalanina se inicia pela hidroxilação de sua molécula, numa complexa reação catalizada pela enzima fenilalanina-hidroxilase, com a participação de um cofator específico, a tetrahidrobiopterina. A hidroxilação da fenilalanina resulta no aminoácido tirosina, que continua a cadeia catabólica.

Valina, Leucina, isoleucina, função destes aminoácidos

A L-valina (Val) é um aminoácido essencial para o funcionamento do organismo. Os aminoácidos essenciais devem ser fornecidos pela alimentação, pois sua produção no organismo é insuficiente às necessidades metabólicas. A L-valina, a L-isoleucina e a L-leucina são os três aminoácidos de cadeia ramificada que atuam em conjunto, desempenhando diversas funções no organismo: protegem os músculos de lesões por esforço excessivo, através da promoção da síntese de proteínas e da redução do catabolismo protéico e participam, como substrato, para a gliconeogênese (síntese de glicose), podendo ser convertidos em componentes essenciais à produção de energia, principalmente na musculatura esquelética (onde também estimulam a produção dos aminoácidos L-alanina e L-glutamina). Estes aminoácidos podem ser utilizados como auxiliares no tratamento da encefalopatia hepática, doença que provoca lesão do fígado, geralmente em pessoas alcoolistas.
Estudos recentes indicam que o uso destes aminoácidos pode promover a cicatrização óssea e muscular em fraturas e lesões, por isso é muito utilizado em pacientes no tratamento pós-cirúrgico. Por diminuir a disponibilidade de L-fenilalanina no cérebro, a suplementação de L-valina, L-isoleucina e L-leucina pode ser útil no tratamento da fenilcetonúria (deficiência inata da enzima fenilalanina hidroxilase ou de precursores à sua síntese) e atuar na redução dos sintomas da discinesia tardia (distúrbio motor induzido por medicamentos antipsicóticos).
A vitamina B12 participa ativamente do catabolismo da L-valina, processo no qual este aminoácido é degradado em compostos essenciais à produção de energia pelas células do organismo.
Em mulheres lactantes, a ingestão diária de proteína, cereais e grãos é fundamental no suprimento da necessidade de aminoácidos da mãe e do bebê. O leite humano é o alimento ideal para o lactente, pois nele estão contidos os nutrientes essenciais para seu desenvolvimento. A concentração desses nutrientes no leite materno varia entre mulheres, grupos étnicos, maturidade do recém-nascido e até mesmo numa mesma mamada. No entanto, mesmo com pequenas oscilações, a composição do leite humano é compatível com as limitações metabólicas e a capacidade de digestão e absorção do lactente. Portanto, a administração do leite animal ou industrializado ao bebê pode não fornecer a quantidade de aminoácidos que seu organismo necessite e, ao mesmo tempo, pode também fornecer aminoácidos incompatíveis ao seu metabolismo, prejudicando o desenvolvimento normal e aumentando o risco de desenvolvimento de futuras doenças no bebê.
O leite de vaca contém 245 mg/dL de L-valina, enquanto no leite humano o suprimento médio desse aminoácido é de 70 mg/dL, quantidade suficiente ao lactente, com idade entre 3 e 4 meses, que necessita de 93 mg/kg por dia. O aleitamento materno continua sendo a melhor alternativa de alimentação para o lactente, por apresentar benefícios nutricionais, imunológicos e psicológicos. A amamentação é fundamental para a saúde e bem-estar da mãe e do bebê.
Por ser um aminoácido essencial, a L-valina é obtida a partir do consumo de certos alimentos da dieta normal. Após a ingestão, a L-valina é absorvida pelo intestino delgado e transportada pelo sangue até o fígado, onde parte será utilizada como substrato para a síntese de proteínas e parte será catabolizada, na presença de vitamina B12, em derivados essenciais à produção de energia. A L-valina é distribuída aos tecidos que dela necessitem através da circulação sanguínea. Este aminoácido está em maior concentração na musculatura esquelética, mas pode também ser encontrado no cérebro e rins.
As principais fontes naturais de L-valina são alimentos protéicos de origem animal como carnes em geral, ovos, leite e derivados, bem como alimentos de origem vegetal como arroz integral, feijão, soja, nozes, trigo,amendoim, castanha-de-caju, castanha-do-pará, avelã, ervilha, milho, centeio, cevada, alho, cebola, hortaliças em geral e diversas frutas. No entanto, estes últimos contêm pouca quantidade de aminoácidos livres. Como suplemento, a L-valina está disponível na forma de cápsulas, comprimidos, pós e em dietas enterais e parenterais, em associação com os outros dois aminoácidos de cadeia ramificada, a L-leucina e a L-isoleucina, sendo as dietas enterais e parenterais de uso exclusivo hospitalar. Estes três aminoácidos podem também ser encontrados em associação com a vitamina B12 e a biotina, vitaminas envolvidas no metabolismo destes aminoácidos.
Doenças, Sintomas e Sinais Relacionados

Fenilcetonúria, Problemas Musculares
"A concentração de aminoácidos no organismo pode depender de sua ingestão e absorção adequada, seja através da dieta ou de suplementos. Portanto, o excesso ou a deficiência de sua ingestão pode causar determinadas doenças, sinais e sintomas, que serão citadas abaixo:"
Pesquisas recentes indicam que os sintomas da encefalopatia hepática (doença que provoca lesões no fígado, principalmente em pessoas alcoolistas), devem-se ao acúmulo de falsos neurotransmissores no cérebro, resultantes de alterações dos níveis sanguíneos de L-valina, L-isoleucina e L-leucina. A suplementação destes aminoácidos associados pode atenuar os sintomas da doença através da redução destes falsos neurotransmissores acumulados. Apesar de existirem poucos estudos que confirmem a evolução da encefalopatia hepática e seus possíveis tratamentos, muitos pacientes recebem dietas enterais e parenterais como tratamento auxiliar desta doença. Dietas enterais e parenterais contendo L-valina, L-isoleucina e L-leucina são também utilizadas na nutrição de pacientes com traumas severos, como queimaduras extensas, devido à provável ação anticatabólica destes aminoácidos, que impede a degradação das proteínas e estimula sua síntese. Estes três aminoácidos podem prevenir a perda muscular e auxiliar na reparação de lesões teciduais através da síntese protéica. Estudos sugerem que os aminoácidos de cadeia ramificada podem inibir a degradação do glicogênio muscular durante o exercício; no entanto, não há evidências que a suplementação destes aminoácidos melhore o desempenho físico.
Anos atrás, a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada era amplamente prescrita como terapia única a pacientes com esclerose lateral amiotrópica (doença crônica e degenerativa do sistema nervoso central). Esta. prescrição era baseada em um estudo piloto que sugeria altas doses destes aminoácidos para a redução dos sintomas desta doença. No entanto, estudos subseqüentes indicaram que o uso de L-valina, L-isoleucina e L-leucina não apresentaram os efeitos esperados, onde casos de perda da função pulmonar foram relatados e houve um aumento dos casos de morte durante o tratamento. As evidências de pouca eficácia e a falta de segurança no tratamento encerraram os estudos.
Por ter a propriedade de redução da concentração de L-fenilalanina no cérebro, a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada tem sido utilizada em indivíduos com fenilcetonúria, doença caracterizada pela deficiência inata da enzima fenilalanina hidroxilase ou de enzimas precursoras à sua síntese. A função desta enzima é converter a L-fenilalanina ingerida, no aminoácido L-tirosina. A deficiência desta enzima eleva os níveis da L-fenilalanina no sangue, podendo causar problemas neurológicos irreversíveis. No entanto, são necessários maiores estudos que comprovem a eficácia da suplementação destes aminoácidos em pessoas fenilcetonúricas. Outros estudos relataram que administração de L-valina, L-isoleucina e L-leucina pode também reduzir os sintomas da discinesia tardia (distúrbio motor induzido por tratamento com medicamentos antipsicóticos), ao diminuir os níveis de L-fenilalanina no cérebro.
Deficiência

Os sintomas de deficiência ocorrem geralmente como resultado da carência total da ingestão de proteínas na dieta. A deficiência moderada pode reduzir a taxa de crescimento em crianças e baixar os níveis de proteínas essenciais no sangue, enquanto que a deficiência grave pode causar apatia, despigmentação dos cabelos, lesões na pele, edema (inchaço), fraqueza, letargia, danos ao fígado, perda de gordura e de massa muscular, bem como desnutrição severa.
Excesso

Não foram encontradas informações na literatura pesquisada.
Precauções

Os suplementos contendo L-valina devem ser armazenados em local seco, fresco, longe da luz direta e não devem ser congelados. Devem ser mantidos fora do alcance das crianças.
É importante levar em consideração alguns cuidados relativos à ingestão de L-valina, seja através da dieta ou na forma de suplementos, pois algumas pessoas apresentam problemas que podem ser agravados pela ingestão de L-valina, caso não haja orientação e supervisão de um profissional de saúde.
Suplementos contendo L-valina devem sempre ser administrados em associação e de forma balanceada com os outros aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina e a L-leucina. “Geraluz recomenda que a suplementação de L-valina seja sempre orientada e supervisionada por um profissional de saúde. Encontre um neste site".
Contra-indicações

Suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, são contra-indicados às pessoas que apresentam hipersensibilidade a qualquer componente presente na formulação.
Alergia a alimentos protéicos: suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, não devem ser utilizados por pessoas alérgicas a alimentos protéicos, pois esse aminoácido também é encontrado neste tipo de alimento.
Doença da urina de xarope de bordo e a acidemia isovalérica: a L-valina, assim como os outros aminoácidos de cadeia ramificada, é contra-indicada para indivíduos com estas disfunções metabólicas.
Encefalopatia hepática (doença que provoca lesões no fígado, principalmente em pessoas alcoolistas): a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, em pessoas com encefalopatia hepática deve ser prescrito e supervisionado por profissional de saúde.
Esclerose lateral amiotrópica (doença crônica e degenerativa do sistema nervoso central).: a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, por pessoas com esclerose lateral amiotrópica, deve ser prescrita e supervisionada por um profissional de saúde. Estudos relataram piora de alguns pacientes tratados com aminoácidos de cadeia ramificada. Recentemente, outro estudo demonstrou que a administração de aminoácidos de cadeia ramificada, em doses elevadas, aumentou a taxa de mortalidade de pacientes portadores dessa doença.
Gravidez e Lactação: o uso de suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, deve ser evitado durante a gravidez e a lactação.
Bebês e Crianças: a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-valina, é contra indicada a bebês e crianças.
Idosos: não foram encontradas informações na literatura pesquisada. “Geraluz recomenda que o uso de suplementos de L-valina por idosos seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde, já que o uso deste suplemento pode interagir com alguns medicamentos freqüentemente prescritos e utilizados por idosos."
“Geraluz recomenda que o uso de suplementos de L-valina seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde. Encontre um neste site.”
Toxicidade

Estudos recentes relataram um aumento na taxa de mortalidade de pacientes com esclerose lateral amiotrópica, após tratamento com doses elevadas de aminoácidos de cadeia ramificada.

Aminoácidos existentes

Os aminoácidos primários são a glicina, alanina, valina, leucina, isoleucina, fenilalanina, triptofano, serina, treonina, tirosina, ácido aspártico, ácido glutâmico, lisina, arginina, histidina, metionina, cisteína, cistina. Asparagina, glutamina e hidroxilisina são derivações de outros aminoácidos.
A combinação destes aminoácidos possibilita 100.000.000.000 ou mais possíveis seqüências de aminoácidos, ou melhor, proteínas. Dos 23 aminoácidos, alguns são essenciais, ou seja, não são produzidos pelos organismos. Para o homem, 10 são essenciais (valina, leucina, isoleucina fenilalanina, triptofano, treonina, lisina, arginina, histidina e metionina). Eles são necessários ao organismo e devem ser ingeridos, através da alimentação, por exemplo.

Função dos aminoácidos

Os aminoácidos, além de seu importante papel na síntese de proteínas em vários órgãos, na neoglicogênese, na produção de corpos cetônicos e na produção de energia, também atuam como precursores para a síntese de outros compostos biológicos, como na biossíntese das purinas, que são estruturas de anéis contendo nitrogênio, sobretudo ácido nucléico, das porfirinas, da creatinina, do glutatião e dos ácidos biliares conjugados.
A fenilalanina é convertida em tirosina, que é a primeira reação de seu metabolismo, e quando a enzima fenilamina-oxidase falta, ocorre a fenilcetonúria. A tirosina constitui precursor direto para a epinefrina, norepinefrina, além da melanina.
A descarboxilação da histidina proporciona a histamina, que exerce ação estimulante sobre a função do ácido clorídrico, pela mucosa gástrica. O triptofano pode produzir a serotonina, um potente vasoconstritor e estimulante da contração dos músculos lisos.
Os aminoácidos, pelo seu catabolismo, geram corpos cetônicos através dos aminoácidos já assinalados, que representam 40% da molécula protéica.
A passagem dos aminoácidos da absorção intestinal para o sangue acha-se em equilíbrio pela sua rápida remoção pelos tecidos e órgãos, principalmente pelo fígado. As células captam os aminoácidos, processo realizado por um transporte ativo, que torna possível a concentração dos aminoácidos livres no interior das células, o que proporciona um fornecimento rápido para atender às necessidades celulares.
O chamado pool dos aminoácidos extracelulares é constituído por aminoácidos do sangue e fluido intestinal e acha-se disponível em todas as células para a síntese protéica e outras necessidades.
Considerando a variedade de aminoácidos, assim como a diversidade de sua estrutura, compreende-se a multiplicidade de processos em que eles se encontram envolvidos.

Como os aminoácidos agem no corpo

Uma vez penetrados na corrente sanguínea, os aminoácidos são rapidamente transportados através do corpo. Um pequeno número deles é utilizado imediatamente, dependendo das necessidades dos vários tecidos nessa ocasião. Num intervalo de tempo equivalente a 10 minutos, todos os aminoácidos são usados na síntese de proteína ou são armazenados.
O excesso de aminoácidos é utilizado como parte de energia ou estocado na forma de gordura branca. Os aminoácidos são estocados principalmente no fígado, mucosa intestinal, sangue ou no interior das células na forma de proteínas intracelulares.
Imediatamente após os aminoácidos terem penetrado na corrente sanguínea, suas concentrações se elevam discretamente, devido à rapidez com que são utilizados ou estocados. Durante o período de um dia, os aminoácidos são sistematicamente reconvocados e transportados pelo sangue até os locais onde são requisitados.
Vários gramas de proteínas são transportados a cada hora na forma de aminoácidos circulantes. O crescimento muscular depende da eficiência com que os aminoácidos atingem os tecidos que necessitam deles.

O que são aminoácidos

Aminoácidos são os blocos de construção das proteínas.
Trata-se de ácidos orgânicos que encerram em sua molécula um ou mais grupamentos Amina. Existem vários tipos de aminoácidos, sendo os mais importantes os alfa-aminoácidos.
Os aminoácidos são as estruturas fundamentais das proteínas. Cada aminoácido consiste de um grupo amino (-NH2) básico (alcalino), um grupo carboxí1lico (-COOH) ácido e uma cadeia lateral (grupo R) que é diferente para cada um dos 20 diferentes aminoácidos.
Cada variação no número ou na seqüência de aminoácidos produz uma proteína diferente, uma grande variedade de proteínas é possível. A situação é semelhante à utilização de um alfabeto de 20 letras para formar palavras. Cada letra seria equivalente a um aminoácido, e cada palavra seria uma proteína diferente.
Índice dos artigos relativos a Proteínas e Aminoácidos